sábado, 24 de março de 2018

Jejum Intermitente

Jejum Intermitente (JI) é o nome dado ao estilo de alimentação que alterna períodos de jejum com períodos de alimentação.
Aqui não se trata de QUAIS alimentos você deve comer (ao contrário das dietas), mas sim de Quando você deve comer.
Assim, podemos dizer que o Jejum intermitente é um estilo de alimentação
Os protocolos mais comuns de jejum intermitente são compostos por jejuns diários de 16 horas, ou jejuns de 24 horas duas vezes por semana. Mas calma. Nós vamos falar disso com detalhes mais à frente.
A prática do jejum é algo comum na história dos seres humanos. Além de o jejum fazer parte das principais religiões, (incluindo o cristianismo, islamismo e o budismo), nossos ancestrais não tinham comida disponível o ano todo em supermercados e geladeiras para fazer 3 ou 4 refeições por dia. Até o por isso o JI é uma prática comum entre os adeptos da dieta paleo.
Era comum passar por períodos de pouca ou nenhuma comida, e nossos corpos evoluíram para ser capazes de funcionar sem alimentos por longos períodos de tempo. 



Como o Jejum intermitente funciona?
Ao jejuar, várias coisas ocorrem dentro das células de seu corpo. Por exemplo, seu corpo altera os níveis hormonais para tornar a gordura armazenada disponível para as células.
Falando nas suas células, elas também iniciam processos fundamentais de reparo e recuperação, além de alterar a expressão dos genes (isso é bom!).

Afinal, o que é o Jejum intermitente e quando ele surgiu no universo da Nutrição?
O Jejum Intermitente é uma estratégia nutricional caracterizada por períodos alternados, de jejum e alimentação regular, a fim de melhorar a composição corporal e saúde geral. Embora o Jejum Intermitente possa parecer como mais uma dieta da moda, na verdade, é uma prática muito antiga. A ingestão alimentar de forma intermitente faz parte da evolução humana. Do ponto de vista evolutivo, a capacidade de resistir a períodos de escassez de alimento e ao jejum prolongado, nada mais é do que um jejum intermitente e foi determinante para a sobrevivência da nossa espécie. Em 2015 intensificaram-se as evidências de que o aumento do fracionamento da alimentação não é determinante para o sucesso da dieta, e que menos refeições diárias podem resultar em efeitos metabólicos favoráveis ao emagrecimento. 
Para quem o jejum intermitente é indicado?
Para quem já faz acompanhamento nutricional, tem uma alimentação saudável e não obteve sucesso com outras estratégias nutricionais. Deve ser prescrito por um profissional capacitado e acompanhado com muito critério.
Para quem o jejum intermitente é contraindicado?
Crianças, idosos, gestantes, pessoas com anemia, com crises de enxaqueca, pacientes com insuficiência renal, indivíduos com sistema imunológico deficiente e pessoas em uso de medicações controladas.
Quais são os tipos de jejum intermitente?
A prática do jejum normalmente é planejada em dias alternados e por um tempo determinado, que pode variar de 8 a 24 horas de restrição alimentar total. 

Três métodos são os mais estudados:
-Método 16/8: é composto por 2 refeições diárias com um intervalo de 8 horas (por exemplo, uma refeição às 12 h e a outra às 20h, totalizando 16 horas em jejum;
- Método do jejum completo: jejum durante 24 horas, uma ou duas vezes por semana;
- Método 5:2: dois dias não consecutivos da semana, os indivíduos só consomem 500-600 calorias e nos outros 5 dias, alimentação normal;
O método mais adequado ao perfil, organismo e rotina de vida de cada pessoa deve ser definido junto com um nutricionista. 

Quais os benefícios?
Alguns possíveis benefícios do jejum intermitente:
- Redução dos níveis de insulina e glicemia
- Redução da gordura abdominal
- Maior concentração do hormônio do crescimento (GH);
-Efeito cardioprotetor (redução do colesterol total, LDL-colesterol, triglicerídeos, controle da pressão arterial)
- Redução do risco de Obesidade, Diabetes tipo 2 e doenças neurodegenerativas (Alzheimer e Parkinson)
- Redução da inflamação
- Aumento da expectativa de vida
E os efeitos colaterais?
Pode ter diminuição de testosterona e níveis de triiodotironina (hormônio essencial para o bom funcionamento da tireóide). Um efeito desagradável é a fome, em muitos casos, é apenas no início, no período de adaptação do organismo. Mas algumas pessoas relatam que essa sensação não diminuiu ao longo do tempo. Portanto, a aplicação do jejum deve ser cuidadosamente avaliada pelo profissional em conjunto com o paciente, respeitando-se a individualidade bioquímica e as respostas de cada paciente.